segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Constituição da Igreja

"Jesus é a cabeça da Igreja, o Espirito Santo é a lei para guiá-la em toda a verdade. Sua organização é o amor de Deus nos corações de seus membros que compõem o corpo de Cristo - Lei da perfeição. Onde aqueles três não governam é Satanás que governa em forma de homem para seduzir o povo de Deus com conhecimento humano."

(L. Francescon)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Ligação entre a Congregação Cristã [no Brasil] e a Igreja dos Irmãos

Posted: 31 31UTC maio 31UTC 2009 by osglorias in História da Igreja    

Esse artigo é um esclarecimento que eu enviei ao Consultório da Revista Vigiai e Orai, sobre a resposta do irmão Jabesmar Guimarães, sobre a ligação entre a Igreja dos Irmãos e a Congregação Cristã. Esse artigo foi escrito com base em pesquisas feitas na internet.

A Ligação entre a Congregação Cristã [no Brasil] e a Igreja dos Irmãos

Devido à pergunta feita pelo Ademilson de Melo à revista Vigiai e Orai sobre a ligação entre essas duas igrejas e pela resposta dada pelo irmão Jabesmar Guimarães, senti de escrever este artigo para mostrar que ambos os movimentos cristãos, não tem somente o véu usado pelas irmãs em comum.

“A Congregação Cristã tem origem num pequeno grupo de evangélicos italianos (Presbiterianos e principalmente Valdenses) que, na cidade de Chicago nos Estados Unidos da América, no ano de 1904, passou a se reunir em suas casas, buscando a guia Divina para seguir os ensinamentos bíblicos cristãos, dentro da simplicidade da fé apostólica.” (http://www.congregacaocrista.org.br) E tem Louis Francescon como um dos principais lideres nessa origem.

Devido a essa origem herdaram dos valdenses suas doutrinas e costumes como o uso do véu pelas irmãs durante os cultos. Os valdenses são um grupo de cristãos não denominacional, oriundos dos tempos dos apóstolos na região dos Alpes na Itália, esses cristãos não denominacionais eram “tachados de muitos nomes pelos seus contemporâneos: Paulicianos Bogomiles, Valdenses, Albigenses, Lollardos, Hussitas, Anabatistas, Irmãos de Plymouth, Darbistas e muitos outros.” (A Igreja Peregrina – Jaime C. Jardine). Importante ressaltar que esses irmãos não aceitam esses apelidos que lhe conferiam, gostariam de ser chamados somente de cristãos.

Louis Francescon era ancião da Igreja Presbiteriana Italiana de Chicago, foi desligado dessa igreja por pregar o batismo por imersão e por ter sido batizado pelo irmão Beretta, que foi batizado por um irmão americano da Igreja dos Irmãos (Histórico da Obra de Deus, p. 36), creio ser essa igreja ligada a do movimento dos Irmãos de Plymouth, “de quem Francescon teria herdado a visão eclesiástica super-congregacionalista, um pouco da teologia voltada ao exame bíblico ao invés da teologia discursiva, e também as notórias influencias no culto.” (Leo Alves, 2006)

Consta na ata de desligamento de Francescon da Igreja Presbiteriana que ele estava pregando o “darbismo” (segundo Leo Alves). Segundo relato do irmão Leo Alves (pesquisador da historia da Congregação Cristã) um irmão por nome A. Bernabei, ex-membro da Igreja dos Irmãos na Itália hoje membro da Congregação Cristã, disse que a Igreja dos Irmãos são como nós (Congregação Cristã) mas só não crêem no dom de línguas.

Algumas das Igrejas dos Irmãos “participaram e se uniram à Congregação Cristã no seu principio, como em Montreal, Itália, e no Brasil a CCB em Santos começou com um grupo deles que se uniram a nós já na década de 1910.” (Leo Alves, 2006).

O irmão Francescon era contra a denominação, no Censo religioso nos EUA em 1936 ele definiu a igreja como “não sectária e não denominacional“. O nome como pentecostais eram rejeitado e é até hoje pela Congregação Cristã, em uma breve nota a David DuPlessis, o ir. Francescon pediu que não referisse à nossa igreja como Pentecostal mas “simplesmente cristãos“. (Leo Alves)

A igreja no Brasil por não ter nome, nos primeiros anos, foi apelidada pelos não membros de Igreja dos Glorias ou povo dos Glorias, por causa das manifestações de glorias durante os cultos, alguma igrejas possuía nas fachadas escrito REUNIDOS EM NOME DO SENHOR JESUS. O nome Congregação Cristã no Brasil foi adotado somente em 1936, pois houve a “necessidade de se criar instituição com personalidade jurídica para poder legalizar as reuniões e titularizar a propriedade desses imóveis e, por isso, se denominou essa entidade de “CONGREGAÇÃO CRISTÔ, isto é, simples reunião de pessoas, sem qualquer formalismo ou personalismo, apenas imbuídas dos mesmos valores espirituais cristãos de adoração a Deus.” (http://www.congregacaocrista.org.br)

Para Francescon, as igrejas também são locais e independentes, dirigidas por anciões e diáconos. Isso fez com que ele se desligasse das assembleias gerais das igrejas nos EUA, pois quando ele estava em uma de suas viagens ao Brasil, alguns membros nos EUA nacionalizaram a igreja lá sob o nome de Igreja Cristã da América do Norte (www.ccna.org), o que ele foi contra ficando somente na Congregação Cristã de Chicago.

Para mim, temos sim ligação com a Igreja dos Irmãos, alem do uso do véu pelas irmãs, considero eles como meus irmãos em Cristo. Não somente com a Igreja dos Irmãos mas com outros grupos não denominacionais citados acima, principalmente os valdenses.

Uma coisa me entristece como membro da CCB, é saber que nossa igreja é considerada uma seita para alguns, colocada ao lado de movimentos como os mórmons e as Testemunhas de Jeová, que tem um outro Jesus diferente do nosso Salvador. Creio que alguns acham que somos uma seita pelo material, na grande parte mentiroso, que se encontra na internet escritos por pessoas que não conhece realmente a CCB, ou por sermos uma igreja que prefere não manter contato com outros evangélicos, o que é um direito nosso, não por sermos sectaristas, mas pela confusão de doutrinas que existe entre as igrejas hoje em dia, e por crermos que os verdadeiros cristãos já existissem antes da reforma protestante. Ou por não sermos dizimistas e nossos ministros são voluntários, algumas igrejas não gosta disso, pois perdem alguns membros por causa do dizimo, por obrigar seus membros a dizimar. Mas pela graça de Deus todos os verdadeiros cristãos estarão unidos, um dia no reino do céu, sem denominação ou igreja, pois somos uma igreja só, que é espiritual, o Corpo de Cristo.

Autor: Tiago B.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

baú de histórias Congregação Cristã faz 100 anos

ROGÉRIO VERZIGNASSE
Jornal CORREIO POPULAR, 17.10.2010





Sem qualquer vínculo, voluntários se dedicam a ações sociais



No templo imenso, há acomodação para 1,2 mil fiéis. Na fileira central de bancos, uma centena de músicos se ajeitam diante das estantes (pórticos delicados onde se apóiam as partituras). Eles executam hinos primorosos. Atrás do púlpito, de onde o ancião comanda o culto, há o tanque azulejado onde acontecem as cerimônias de batismo por imersão. Na Rua Germânica funciona o centro administrativo regional da Congregação Cristã no Brasil, ao qual estão subordinados 440 templos, de 27 cidades. Só em Campinas, são 23 mil seguidores cadastrados. Cristãos que, além de batizados, já participaram da Santa Ceia, espécie de sacramento cumprido pelos adeptos.

Pouca gente se dá conta. Mas a Congregação Cristã se estabeleceu no País há exatos cem anos. A comunidade religiosa nasceu nos Estados Unidos. Ela foi trazida pelo ítalo-americano Louis Francescon, que comandou por aqui os primeiros batismos por imersão, na cidade paranaense de Santo Antônio da Platina. Em Campinas, as primeiras reuniões aconteciam em uma residência na Rua Dr. Ricardo, no Centro. O primeiro templo campineiro foi inaugurado em 1949, na Rua Salustiano Penteado. Em 2000, a religião tinha 5 milhões de membros declarados no Brasil.

Do lado de fora, a impressão é de que o templo imponente é fechado para o mundo à sua volta. Afinal, os fiéis se vestem sempre com roupas sóbrias, em cortes clássicos. Os frequentadores são comportados ao extremo, metódicos, sérios. Mas, na verdade, a aparência conservadora esconde um cotidiano repleto de ações sociais e causas voluntárias.

Senhoras ocupam a oficina do pavimento superior do imóvel anexo à igreja e, sem cobrar um tostão, costuram roupas doadas aos necessitados. Diáconos jovens abrem mão de lazer e diversão para trabalhar no amparo a irmãos drogados. E, apesar do trabalho nobre, o grupo não investe em propaganda nem aparece na mídia.

Segundo os dirigentes do grupo campineiro, que optam pela discrição e pelo anonimato, o que torna a Congregação Cristã especial é que servir a Deus depende da inspiração pessoal. O cidadão sente um chamado para cooperar, participar. Ninguém precisa bater de porta em porta para angariar fiéis ou pregar na rua. Os membros dão testemunho de fé em casa, no trabalho, na escola. E aqueles que se identificam com aquele comportamento cristão procuram o templo por conta própria.

Hildebrando Maciel, de 73 anos, é o ancião mais antigo da cidade. De família católica, ele sabe o dia exato em que foi apresentado à congregação: 25 de novembro de 1956. Trabalhava como pedreiro. Tinha 19 anos. Uma época da vida em que a rapaziada participa de farras e não quer saber de mais nada. Pois ele entrou no templo para ver um culto e ficou encantado. “Senti na hora que aquele era meu lugar”, disse. Essa inspiração divina, segundo os membros, afasta o fiel jovem das tentações da carne. Os jovens enamorados, fiéis aos ensinamentos, se casam virgens. E com muito orgulho. Trata-se de uma opção pessoal. Quem não concorda, ou não se sente capaz, não é obrigado a frequentar os cultos ou seguir as doutrinas.

A congregação tem regras básicas: não existe ligação alguma com causas ou candidatos. Não há vínculos com partidos ou qualquer organização, seja governamental ou não. Se algum membro do corpo ministerial aceita um cargo político, por exemplo, ele renuncia ao seu cargo congregacional.

O próprio ancião não passa por uma formação esepfial (como o seminário, no caso dos católicos). Mas o seu desempenho é avaliado a cada instante pelos congregados que tenham as mesmas funções.

Também não há cobrança de dízimo. Ajuda quem pode, com quanto pode.

Tradição

Nos Estados Unidos, a comunidade nasceu da reunião de imigrantes italianos protestantes, que passaram a difundir doutrinas próprias. Os artigos de fé da Congregação Cristã seguem princípios comuns a outras religiões cristãs. Crê-se na vida após morte e na existência de um só Deus, criador do Universo. No culto, há uma série de práticas tradicionais: as mulheres usam véu; há assentos separados para os públicos masculino e feminino; as orações são feitas de joelhos.

A orquestra é um espetáculo à parte. Os hinário, composto de louvores e súplicas a Deus, possui composições cultuadas há gerações. São mais de 450 hinos cadastrados, encantadores.


SAIBA MAIS

O templo central campineiro da Congregação Cristã no Brasil fica na Rua Germânia, 661, no
Castelo. Os cultos são realizados às quintas-feiras, sábados e domingos às 19h30. Há um

culto especial nas tardes de terça-feira, abertos a fiéis mais idosos ou que tenham de trabalhar à noite. O culto especial para os jovens é às 19h30 de cada sexta-feira. Mais informações pelo telefone (19) 3201-3170.

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A seção Baú de Histórias resgata, sempre aos domingos, episódios que foram motivos de reportagem no passado. Leitores que quiserem sugerir temas para a coluna podem escrever para a redação do Correio Popular ou enviar e-mail para rogerio@rac.com.br.